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Arte nas escolas

Boi Bole - TrilhasQuando nossos olhos ficam vidrados em um grande espetáculo, seja um show de música, circo ou teatro, é fácil imaginar, e até visualizar, que existem equipe e infraestrutura que se estendem para fora do palco. Para que toda a magia daquele momento aconteça é imprescindível bastidores de confiança, tanto aqueles que ficam nas coxias quanto os que ficam nos escritórios, administrando e fazendo gestão de contratos, divulgação, parte financeira etc. No entanto, essa realidade organizacional não é restrita aos “gigantes da arte”. Ela também é intrínseca às apresentações culturais de menor porte, ainda que estas pareçam ser apenas geridas pelo grupo de artistas que no palco se apresenta. 

Em geral, exceto no que se refere aos grandes players que estão na mídia, o público tende a visualizar a atividade artística como algo de caráter filantrópico, ou como se o custo e investimento da atividade se restringisse apenas à hora-apresentação, desconsiderando toda cadeia de criação, produção e distribuição envolvida na realização artística. O cenário de produção cultural, mesmo para produtoras de menor porte, vai além disso. Por isso, quero contribuir na desmitificação de alguns pontos que circundam este segmento, de modo especial no que diz respeito à importância da profissionalização da área e o que está nos bastidores.

Não sou artista, no máximo toco violão em roda de amigos. Mas trabalho com arte, gerindo e administrando diversos projetos culturais e de arte-educação. Acredito muito na potência deste mercado em todo o Brasil, especialmente em Curitiba, que é um polo riquíssimo para esta demanda. 

Vou tomar como exemplo o setor educacional, onde houve nos últimos anos um aumento da demanda por apresentações culturais. São variadas as situações em que a produção artística se insere nesse setor: 1) o contexto específico de atendimento aos alunos durante os horários de aula; 2) os eventos que a escola promove para as famílias, como as festas juninas, o dia das mães, a feira do livro etc; 3) os congressos, feiras de negócio e eventos de formação pedagógica voltados aos profissionais da educação. 

Do ponto de vista dos criadores e realizadores das produções artísticas, esses contextos convertem-se em uma oportunidade de, parafraseando Milton Nascimento, “ir aonde o povo está”. A garantia de plateia cheia e de retorno financeiro pré-definido, ou seja, sem depender da venda de ingresso, fortalecem as produções dessa natureza, que tendem a se diversificar cada vez mais.

 No caso específico das produções que são dirigidas a escolas, as vantagens se multiplicam. Os alunos assistem o espetáculo sem precisar ir à um teatro por exemplo, que demanda locação de ônibus, autorização dos pais, cuidado no deslocamento e valor do ingresso, gerando custos diretos e indiretos. A experiência de ir ao Teatro é insubstituível e não está em questão aqui, pois é muito valiosa em si mesmo. Mas, por outro lado, quando os espetáculos são realizados no interior da escola, revitalizam o cotidiano e são capazes de potencializar o gosto do aluno por aquele ambiente, contribuindo para que a criança compreenda a escola como um espaço de múltiplas experiências que transcendem as obrigações curriculares, o que gera interesses mais variados e produz encantamento da criança com a instituição de ensino. 

Um aspecto que é valido ressaltar em produção cultural é que o espaço, por si mesmo, não qualifica um espetáculo como bom ou ruim. Este é um erro muito comum, achar que o fato de ser apresentado na escola indica menor qualidade e portanto menor custo do ticket médio de uma apresentação cultural. O que se verifica, na realidade, é que as produções artísticas pensadas para ocupar o espaço escolar podem incluir em seu processo a pesquisa sobre o melhor aproveitamento desse espaço, o que impacta a obra artística desde a concepção, roteiro, atores e infraestrutura com figurinos e cenário. 

Em nossa produtora, essa relação entre a criação e o destino da obra é fundamental. Cito como exemplo o espetáculo Palmas pra que te quero, que não apenas foi concebido para ser apresentado nos pátios escolares, como também todo conteúdo que deu origem ao roteiro advém desse mesmo pátio e das relações que as crianças estabelecem entre si durante o recreio. A repercussão desse projeto foi tão intensa que nos instigou a produzir um DVD com a mesma temática e um curso de formação para professores voltado a esses conteúdos que aprendemos com as crianças. Ou seja, pensar propostas artísticas  para um determinado espaço implica em investir em pesquisa.

 Para que uma empresa de produção artística promova arte – seja via espetáculo, oficina, palestra, CDs, DVDs ou livros – não basta reunir os artistas. É preciso cumprir metas, investir em comunicação, pagar impostos, implantar método de vendas, contratar funcionários para as áreas administrativa,  comercial, produção e gestão de projetos, além dos diversos atores, músicos e educadores. Uma empresa, independentemente do nicho de atuação, precisa sempre buscar melhorias, profissionalização, crescimento e qualidade. É fundamental ter uma rede de colaboradores que tenham incorporado a filosofia de trabalho, que sejam multiplicadores e comprometidos.

Com quantos grupos, então, faz-se um espetáculo? Para além do grupo de artistas em cena, uma empresa de produção artística mantém outros grupos de profissionais atuantes, tão importantes quanto os primeiros. Para que o espetáculo esteja em cena, vários grupos interagem de modo multidisciplinar, coexistindo muito além do que está ao alcance dos olhos do público.

Para um trabalho de sucesso, tanto artístico quanto comercial, esses grupos precisam estar afinados, trabalhar em consonância e focar metas que sejam benéficas a todos: ao artista, ao produtor, ao administrador e ao público.

Artigo escrito por Rafael Galvão, publicitário, especialista em Gestão de Negócios e sócio-diretor da Parabolé Educação e Cultura

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