Projeto “Aprofunde seu Olhar” já reuniu cerca de três mil alunos e professores

Abuso Sexual e Trabalho Infantil foram os temas dos eventos que contaram com palestra e teatro idealizados pela Parabolé Educação e Cultura.

Proporcionar informação e sensibilizar a população sobre temas importantes do nosso cotidiano como trabalho infantil e violência contra a mulher. Este é o objetivo do projeto “Aprofunde Seu Olhar”, desenvolvido pelo Centro de Referência

O que é o CREAS?

O CREAS é uma unidade pública de prestação de serviços especializados e continuados, exercendo importante papel de inclusão e proteção social. É destinado a indivíduos e famílias que se encontram em situação de risco pessoal e social por violação de direitos, como violência física, psicológica, negligência, violência sexual (abuso ou exploração sexual), pessoas em situação de rua e acompanhamento de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.

Especializado em Assistência Social – CREAS -, de Campo Largo, que desde maio está com uma programação informativa e diferenciada para esclarecer a comunidade sobre assuntos que fazem parte do dia a dia da sociedade, mas que muitas vezes não são debatidos. O projeto conta com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Prefeitura Municipal da cidade, além da parceria com a Parabolé Educação e Cultura.

A programação já reuniu cerca de três mil alunos de 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e professores da rede pública de ensino, sendo que as temáticas foram Abuso Sexual e Trabalho Infantil. Para orientar e levar dados sobre situações reais, o caminho escolhido foi a ludicidade. A reflexão, participação e o esclarecimento das dúvidas são motivados por meio do teatro e de palestra, ambos criados pela Parabolé Educação e Cultura especialmente para as ações. Ao final, o espaço é aberto para a plateia fazer perguntas a respeito do assunto. A programação também irá contemplar eventos que irão tratar sobre a Violência contra a Mulher, Direitos dos Idosos e da Pessoa com Deficiência (PcD).

“O teatro aproxima o público ao tema de uma forma lúdica, fazendo com que as crianças e adolescentes reflitam a respeito e tendo como complemento a palestra”, explica Rafael Galvão, sócio-diretor da Parabolé. A palestra foi com o psicólogo Marcos Alan Viana, da ONG Instituto Não Violência. Já o teatro, contou com a criatividade do ator Carlos Moreira.

Um dos objetivos do “Aprofunde seu Olhar” é a prevenção. Regina Moro, coordenadora do CREAS, explica que é fundamental realizar ações que tenham esse foco, orientando e sensibilizando a população. “Reforçamos que o Estado, a sociedade e a família têm a responsabilidade de proteger a criança e o adolescente contra a exploração de todas as formas, garantindo seus direitos e respeitando sua condição especial de desenvolvimento”, afirma.

A próxima ação já está programada. Será referente ao Dia Internacional do Idoso (1º de outubro), com a palestra show "60 que lá vem história", com Junior Bier e Danilo Correia. Desta vez, o público será o da terceira idade.

Combate ao Abuso Sexual Infantil

O município de Campo Largo registrou, nos últimos oito anos, 385 casos de violência contra crianças e adolescentes. Segundo dados do CREAS, só em 2013, foram 53 casos, desde violência física, psicológica, negligência, abuso e exploração sexual. Para reduzir esses números, o trabalho do CREAS avança não apenas no atendimento das crianças e adolescentes vítimas, mas também na prevenção e conscientização da sociedade para o problema.

O período escolhido para realizar as atividades em combate ao Abuso Sexual foi o mês de maio, fazendo conexão com a data de 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. De acordo com Regina, o objetivo do CREAS foi captar a atenção desses jovens para este problema. “O acesso à informação é extremamente importante para que as denúncias possam acontecer”, explica.

O Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade foi um dos locais que recebeu a programação. A diretora da instituição, Bernadete Terezinha Pereira, afirma ser primordial trazer temas como Abuso Sexual Infantil para a escola, pois, para ela, as crianças e os jovens não conseguem se expressar claramente sobre o assunto, ou mesmo se defender a respeito. “É extremamente importante que a sociedade reflita sobre a temática para conhecer e saber identificar qualquer situação que ocorra por meio de comportamentos, medos repentinos, sintomas físicos etc.”. Para ela, debates desta natureza são difíceis de serem trabalhados somente na sala de aula. “Apresentar situações delicadas como essa de forma lúdica permite a reflexão, estimula o desenvolvimento mental e psicológico e faz com que os alunos aprendam de forma prazerosa e com alegria”.

A aluna do 3º ano do Ensino Médio, Katiana Laise de Andrade Woellner, 16 anos, fez parte da plateia do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade. Logo após assistir ao teatro e à palestra, a estudante foi para casa e contou para a família sobre o que viu neste dia na escola. “O teatro abriu bastante a minha cabeça sobre o assunto, gostei muito. A história que mais chamou a minha atenção foi a que contou sobre uma menina abusada pelo padrasto. Simplesmente achamos que isso nunca vai acontecer conosco, mas é preciso estar preparado para tudo. A personagem da peça era nova e já foi molestada sem ao menos ter conhecimento sobre sexo”, conta Katiana.

Combate ao Trabalho Infantil

Já o debate sobre o tema Trabalho Infantil ocorreu em junho, relacionando as atividades à data de 12 de junho: Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Para o diretor do Colégio Primeiro Centenário, Paulo Castagnoli, a educação exclusivamente acadêmica limita muito o trabalho pedagógico, principalmente quando se trata de questões que não costumam aparecer constantemente em sala de aula, como a temática em questão. Por isso, para ele, a dramatização foi a escolha certa, pois consegue tocar os alunos com muito mais objetividade.

A peça de teatro produzida para falar sobre o tema foi composta por cinco esquetes (Sketches). “Abordamos diferentes situações do trabalho infantil, buscando clarificar ao público o que é e o que não é considerado dentro deste assunto. Penso que a temática traz reflexões e que, aos poucos, uma maior consciência vai sendo implantada na sociedade”, explica Carlos Moreira, também autor do espetáculo, que foi inspirado em personagens e situações do cotidiano.

Jean Felipe Pinto Merchiori, 13 anos, aluno do 8º ano, assistiu à peça de teatro. Ele conta que conversou com sua mãe e esclareceu sobre o significado do Trabalho Infantil e como ele prejudica os estudos e o aprendizado. “Tudo tem seu tempo, seja para estudar, fazer as atividades da escola, de casa e o tempo para trabalhar”. Para Jean, o momento da peça de teatro de mais destaque foi quando mostrou a realidade de um menino que estava indo mal na escola, pois só trabalhava e quase não estudava.

O que é Trabalho Infantil?

Os casos mais graves de trabalho infantil vão desde a exploração sexual, trabalho doméstico e trabalho escravo, até atividades ilícitas, como o tráfico de drogas. O trabalho infantil traz muitas consequências negativas às crianças e adolescentes, como a baixa escolaridade, fracasso e evasão escolar; falta de perspectivas futuras devido à baixa qualificação escolar e a dificuldades de aprendizagem; debilidades físicas e deformações corporais, resultado da exposição a acidentes e doenças causadas pela utilização de equipamentos perigosos, contatos com produtos químicos, insalubres e realização de esforço físico acima do que o corpo em desenvolvimento consegue suportar; traumas psicológicos, baixa autoestima e amadurecimento precoce.

Considera-se trabalho infantil toda atividade econômica e/ou de sobrevivência, com ou sem finalidade de lucro, remunerada ou não, realizada por crianças ou adolescentes. É proibido qualquer tipo de trabalho que coloque em risco a saúde, a segurança ou a moral de crianças e adolescentes. O trabalho infantil é aquele realizado por menores de 16 anos. É diferente do trabalho de aprendiz, que a legislação brasileira aceita a partir dos 14 anos, com registro em carteira. Para ser aprendiz legal é preciso estar inscrito em programa de formação técnico-profissional, orientado por entidade qualificada e reconhecida pelo Ministério do Trabalho.

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